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Semana de Ciência e Tecnologia
Por : Prof Wi
Sobre a
Semana
A Semana
de Ciência e Tecnologia visa valorizar os pesquisadores e aproximar a
sociedade do que é produzido no meio estudantil e acadêmico. A décima
segunda edição, que acontece de 19 a 25
de Outubro de 2015, traz como tema “Luz,
Ciência e Vida”. Em São
Luís, o evento coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência,
Tecnologia e Inovação, terá sede na Praça Maria Aragão. Com o apoio de
entidades estaduais e federais, a Semana se estende para todo o interior do
Estado. Palestras, Oficinas, Minicursos, Exposições de Trabalhos,
Exposições de Pôsteres, Visitas e Mesas de diálogo fazem parte de uma
programação diversificada e gratuita, que pode ser acessada por todos!
A semana
A Semana de
Ciência e Tecnologia do Maranhão é simultânea à Semana Nacional, organizada
pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e busca despertar o
interesse de crianças e jovens para a área, além de disseminar conhecimento.
Extrapolando os muros das instituições, as pesquisas e experiências científicas
dos maranhenses são um convite para quem passa. Como resultado, a sociedade tem
acesso a soluções de problemas diários que surgem em espaços
compartilhados como escolas, bairros, universidades e praças.
O tema
Da
lamparina ao lead, a Luz é aplicada na agricultura, na
indústria, no comércio e até no lazer. Também são contempladas as áreas de
medicina, física, química, matemática, astronomia, biologia e muitas outras.
Nas novas tecnologias, ela oferece amplas possibilidades, sendo indispensável
quando o assunto é inclusão digital e comunicação. O tema "Luz,
Ciência e Vida" passará por abordagens interdisciplinares que contemplem a utilização da Luz dentro da ciência e e, situações
cotidianas. A ONU decretou 2015 como o ano internacional da Luz, uma homenagem a este
instrumento da transformação e do desenvolvimento social.
A organização
A
Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) é responsável
pela Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão. A logística
inclui montagem da estrutura, stands, tendas, internet/rede e a programação.
Marcadores :
Notícias,
Tecnologia,
Educação 3.0: estamos prontos?
Por : Prof Wi
Educação 3.0: estamos prontos?
"Com a adoção
das tecnologias digitais dentro e fora das salas, a transmissão do conhecimento
vem se tornando um grande desafio para os professores"
O termo Educação 3.0 foi usado para
definir o impacto na educação do aprendizado colaborativo e personalizado.
O saudoso e
visionário educador Paulo Freire, que nos deixou em 1997, já havia profetizado
as transformações pelas quais a pedagogia passaria a partir da adoção de uma
educação colaborativa: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo,
os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo".
Com a adoção das
tecnologias digitais dentro e fora das salas de aula, a transmissão do
conhecimento vem se tornando, rapidamente, um grande desafio para uma geração
de professores que estudou e aprendeu a ensinar em uma era pré-digital e não
contava com recursos de interação e colaboração capazes de conectar mestres,
estudantes e a sociedade civil de uma forma geral, independente de formação,
cultura ou nação onde vivem.
Com tantas
ferramentas à disposição para aprender e compartilhar, a Geração Y está
exigindo das escolas uma veloz revolução nas metodologias de ensino capazes de
sedimentar uma estrada sólida para a Educação 3.0, termo que vem sendo
amplamente disseminado por pensadores como o americano Jim Lengel, professor da
Universidade de Nova York, que, entre outros fatores, define esta nova escola
como uma instituição na qual "alunos e professores produzem em conjunto,
empregam ferramentas apropriadas para a tarefa e aprendem a ser curiosos e
criativos".
O termo Educação 3.0
foi usado pela primeira vez em 2007 pelo professor Derek Keats, da Universidade
de Witwatersrand, de Joanesburgo (África do Sul), para definir o uso e o
impacto na educação do aprendizado colaborativo e personalizado, a reutilização
de conteúdos de aprendizado e o reconhecimento do aprendizado através de
métodos formais ou informais.
O conceito também
mobiliza uma comunidade on-line para líderes educacionais em todo mundo: a
GETideas.org, criada pela Cisco Global Education, que enxerga a Educação 3.0
como uma visão holística e transformadora dos processos educacionais.
Um programa global
pioneiro do British Council, batizado de Connecting Classrooms, é um excelente
exemplo de como a educação do Século XXI pode derrubar fronteiras através do
uso das tecnologias digitais. O projeto, que está abrindo inscrições para instituições
educacionais de todo mundo, visa formar cidadãos com uma visão mais global
acerca da realidade de outros países e, assim, prepará-los melhor para os
desafios futuros.
Para isso, o projeto
conecta e estimula a troca de experiências e conhecimento entre estudantes dos
ensinos fundamental e médio dos quatro cantos do planeta através de um sistema
de parceria entre as escolas. Todas as atividades são baseadas em eixos
temáticos relacionados à cultura e sociedade locais e utilizam ferramentas
digitais. A interação entre as escolas dos 51 países participantes, entre eles
Brasil, Alemanha, China, Espanha, Índia, Líbano, Marrocos e Nigéria, é feita a
partir de uma plataforma tecnológica própria e o idioma oficial para
compartilhar as tarefas é o inglês.
Preparar os
estudantes desta nova geração para o mercado de trabalho irá exigir - e já está
exigindo - uma nova postura dos educadores orientada para a Sociedade do
Conhecimento, que, entre outros princípios: busca desenvolver alunos engajados,
motivados e prontos para enfrentar os desafios de hoje e do futuro; enxerga o
aprendizado como uma ação continuada, que não se restringe às oportunidades
apresentadas pelo professor; acredita que o aprendizado é para todos e ninguém
deve ser excluído; reconhece que as pessoas aprendem de forma diferente; e
provê uma infraestrutura necessária para o aprendizado, que ainda é físico, mas
cada vez mais virtual.
Repensar os modelos
pedagógicos e o tradicional formato das salas de aula, onde o professor era o
único detentor do conhecimento, é tão urgente quanto simplesmente investir na
implementação das tecnologias digitais. É preciso, antes de mais nada, preparar
nossos professores para lidar com esta nova geração, que hoje já não precisa
mais ir às bibliotecas ou carregar livros pesados para ter acesso à novas
informações.
Nesta nova realidade
pedagógica, o professor não somente ensina, mas, principalmente, aprende. Ele
deve estar pronto para lidar com alunos cada vez mais conectados e informados e
que, muito mais do que mestres, querem encontrar mentores capazes de facilitar
o processo de aprendizado e aptos a direcioná-los para solução de problemas que
irão enfrentar para construir uma sociedade melhor.
A evolução da Sociedade do Conhecimento nos leva a uma outra citação de Paulo Freire: "Ninguém ignora tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre". Anote aí e boas aulas!
A evolução da Sociedade do Conhecimento nos leva a uma outra citação de Paulo Freire: "Ninguém ignora tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre". Anote aí e boas aulas!
Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer para a Cidadania e Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) com especialização em tecnologias aplicadas à educação.
Marcadores :
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